ENCANTA VALE 2011 – COLETIVIDADE

“É o compartilhar de uma massa de idéias e reações emocionais pelos membros de uma sociedade que dá a esta sociedade unificação das vontades e a capacidade de ação voluntária conjugada”. Ralph Linton – O Homem uma introdução à antropologia.

O Encanta Vale é idealizado pelo fotógrafo e produtor cultural Ernani Baraldi. O projeto é uma miscelânea cultural que promove encontro de vários artistas independentes que idealizam a cultura popular, manifestações urbanas, artes visuais e diversas atividades coletivas que visam fortalecer os aspectos culturais das comunidades receptoras, promovendo intercâmbio cultural.

“Nos últimos seis anos, estudos antropológicos me trouxeram a necessidade de compartilhar vivências aquém do mundo corporativo, uma peregrinação entre manifestos socioculturais de tribos que pesquisei durante quatro anos na babilônia cosmopolita São Paulo. Esta pesquisa me projetou a distintos nichos de indivíduos híbridos multiculturais e pluriétnicos, que vivem uma antropofagia visual de vanguarda. Estes indivíduos, e suas atividades artísticas, revelam um movimento modernista revolucionário”. Ernani Baraldi

Foi em dois mil e nove que nasceu o Encanta Vale, o nome é referente ao vale onde fica a cidade de Rifaina, ao norte do estado de São Paulo, terra natal do idealizador. A cidade encontra-se no flanco direito do canyon do rio grande, estando numa região da era mesozoica (650 milhões de anos) do complexo da canastra. Por este motivo, e não é de se espantar, que o lugar seja especial, mas na percepção de Ernani, deixou de ser encantando, pois aos poucos Rifaina foi perdendo sua identidade cultural por causa de diversos momentos econômicos e políticos, assim como muitas outras da região que vivem a dor corrompida de uma hipnose generalizada do plin plin.

Ernani entristece ao falar, pois ele vivenciou uma dura rotina de re(adaptação) quando voltou a viver por lá. Isolado, manteve-se concentrado em seus projetos, desempregado (na visão de muitos) ele dedicou noites sem dormir para sonhar, e descansou dormindo a espera melancólica de dias melhores. Ao perceber que muitos de seus amigos esqueceram “que o essencial é invisível aos olhos” estudou para melhorar o que ele acha sobre  liberdade, e é essa  liberdade do pensamento.

Colaboração Revista ounão

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